Quando vivo, Rodrigo Emanoel Fernandes passou pelo mundo quase desapercebido. Mesmo as circunstâncias de seu falecimento e local de descanso eterno são obscuros e meramente especulativos. Pode ter sido alvejado numa trincheira na frente ocidental, ou talvez contraído gripe espanhola quando morava sozinho num quarto insalubre na Riviera Francesa, ou quem sabe se afogado no naufrágio de algum cargueiro enquanto cruzava o Pacífico Sul como clandestino. Mas quer tenha sido sido sepultado numa vala comum coberta de cal virgem ou desaparecido para sempre nas profundezas do oceano, o fato é que a morte lhe agraciou com aquela aura de dignidade e relevância que apenas os falecidos parecem gozar. Morto vagou pelo mundo com mais desenvoltura e até um certo carisma, arregimentando afetos, parcerias e amores. Travou conhecimento com artistas, poetisas e errantes que, de comum e insuspeitado acordo, outorgaram ao extinto o título honorário de Lorde Velho. Em certo período, talvez por não ter nada melhor a fazer, deu por si cursando Geografia na Unesp de Rio Claro e, não muito depois, Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Londrina, acabando por obter, de alguma forma, o título de doutor pela Faculdade de Educação da UNICAMP, honraria que achou por bem guardar com todo carinho numa gaveta, enquanto se dedicava total e completamente àquele rol de atividades humanas que, na falta de um nome melhor, convenciona-se chamar de arte. Organizou Festivais de Apartamento, atuou em mais de uma companhia teatral, da finada Companhia da Sombra ao enigmático Theatro Oblivion, enquanto em paralelo (e de forma quase informal) foi construindo uma reputação diletantemente erudita nos gêneros e subgêneros que abarcam o universo do horror gótico old school. E se, em meio a tudo isso, entre aqueles espíritos refinados de sorriso raro e beleza tímida (que preferem vinho seco ao suave, a razão ao sentimento e o espírito ao gracejo), houve quem notasse uma certa... transparência em seus contornos naquelas horas da madrugada que antecedem o amanhecer, um tremeluzir indistinto como se, na verdade, não houvesse ninguém ali, teve a amabilidade e a sensatez de guardar tal observação para si.🥀
Curriculum Mortae:
2025
"Carrascos"
(Espetáculo Teatral)
O espetáculo “Carrascos” aborda de modo psicológico os anseios de uma família cujo provedor é por profissão um carrasco que perante a lei, precisa executar um prisioneiro. O carrasco, entretanto, apresenta crises em sua identidade ao confessar que tem dúvidas sobre a culpa desse réu, desencadeando em si e em sua família: rancores, culpas, maledicências e desejos sombrios... facetas da personalidade humana que podem eclodir ao se depararem com suas consciências...
Qualquer um pode ser o seu próprio carrasco...
FICHA TÉCNICA:
Direção: Marcos Calegari
Desenho de luz: Ronaldo Oliveira da Silva e João Juarez
Operação de luz e Som: João Juarez e Ronaldo Oliveira da Silva
Elenco:
César M Oliveira, Djony Carrilho, Fanny Oliveira, Gabi Valilo, Isa Lima, Jedias Hertz, Juan Pablo Dugarte Ochea, Kacire Ema, Koda Lopes, Melissa Duarte, Rodrigo Emanoel Fernandes, Tarcio Gustavo.
Cenografia: SESI Rio Claro
Figurino: Acervo SESI Rio Claro
2024
"QUIPROQUÓ"
(Espetáculo Teatral)
E quando as luzes se apagam? E quando o ator some de cena? E se o improviso que rasga a alma no ensaio sequer chegar ao espetáculo? O que haveria entre as frestas? Entre os brancos de um enorme solilóquio? Haveria poesia nas arestas? Na cola aparecendo? No rebite e na surpresa de uma imagem inesperada, tola, torta, incoerente e injustificável, tão inverossímil quanto a vida?
O Theatro Oblivion convida a todas, todes e todos para se unirem a nós no duvidoso e no incerto, e assistirem a um ensaio aberto para a derrocada de três reis, em seus labirintos.
Dou-lhe uma… dou-lhe duas… dou-lhe três…
FICHA TÉCNICA:
Direção/Encenação: Marcos Calegari
Elenco:
César Moreira Oliveira
Daniela Schmidt
Juliana D'Urso Hebling
Rodrigo Emanoel Fernandes
Produção: Theatro Oblivion
Foto do Cartaz: Igor do Vale
Concepção do Cartaz: Marcos Calegari e Elder Algarve
Projeto contemplado no Edital de Chamamento Público nº 01/2023 da Prefeitura Municipal de Rio Claro/SP (Lei Federal nº 195 de 8 de julho de 2022 - “Lei Paulo Gustavo")
2022
"Mascarada"
(Espetáculo Teatral)
Inspirados nas antigas "mascaradas" do teatro medieval, mas transfigurados pelo nosso atual contexto de pós(?)pandemia e pós(?)fascismo, o Theatro Oblivion orgulhosamente apresenta uma farsa de bobos e reis, de sacerdotes e sacerdotisas, de mágicos e cavaleiros andantes, de tantos Romeus e tantas Julietas... Um teatro que zomba da cara da morte, enquanto a(s) peste(s) segue(m) espalhando seu domínio lá fora. Tragam seus mortos!!! Aqui dentro nada é verdade e tudo é permitido. As máscaras escondem e revelam... e o espetáculo não pode parar! Há gente em cena... e há gente assistindo! E a muito já se disse, que se não houver ao menos um bobo em cena e um bobo assistindo...
NÃO HÁ TEATRO!
FICHA TÉCNICA:
Direção/Encenação: Marcos Calegari
Pesquisa e Assistência de Direção: Rodrigo Emanoel Fernandes
Dramaturgia: Marcos Calegari, Rodrigo Emanoel Fernandes
Elenco: César Moreira Oliveira, Donalis Delgado, Elder Algarve, Fábio Aguiar, Maria Emília do Amaral Auler, Rodrigo Emanoel Fernandes, Tábata Brolezzi Artioli, Tainá Gonçalves
Concepção e Criação de figurino: Márcia Andréa Rodrigues Lopes
Produção: Theatro Oblivion
Operação de Luz: Davi Thans
Contraregragem: Davi Thans
Concepção Cenográfica: Marcos Calegari
Música original: Tassia Guarnieri
Operação de som: Marcos Calegari
Ilustração e Comunicação Visual: Jessica Lane (Persona Comunicação)
Registro Fotográfico: Igor do Vale
Concepção de Cartaz: Igor do Vale, Marcos Calegari
2019
"Mostruário"
(Espetáculo Teatral)
O que há para se mostrar? Um espetáculo de horrores onde duas mulheres fingem ser atrizes que fingem ser mulheres? Seriam Joan e Baby Jane? Ou Blanche e Bette? Duas Rainhas destronadas pelos desafetos entre si? Crises histéricas arrombando a história? Ou seria o êxtase de Dionísio? Não, não se trata mais de Bacantes. Mostruário traz a figura idealizada da mulher como martírio para as próprias e deleite para os homens. Nojo. Futilidades necessárias para manter panos quentes e a mesa de chá sempre posta para visitas indesejáveis. Rivalidade cuidadosamente mantida para que o masculino seja Rei. Quem seria “A Mais Forte”? ousou perguntou Strindberg. A resposta seria tão cínica quanto a pergunta: - só mais um homem escrevendo sobre mulheres. Encerradas numa estrutura cúbica metálica as duas atrizes precisam sorrir, acenar e decorar o cenário, mantê-lo bem cuidado, arrumado, varrido e limpo... aconchegante e apresentável… afinal a mulher tem de ser bela, delicada e docilmente receptiva e atrativa. Ânsia. Numa dança desestruturada elas (de)formam seus corpos para se encaixar e/ou forçar os limites da pequenez de seu cubículo... esbarrando, topando, machucando as estruturas na ânsia por espaço e qualquer bolsão de ar livre da máscula toxina e verborragia sociocultural. Vômito. O eterno duelo do infortúnio compartilhado. Haverá saída? Há alguma coisa lá fora?
Tenham todAs um bom espetáculo.
FICHA TÉCNICA:
Concepção: Theatro Oblivion
Direção/Encenação: Marcos Calegari
Pesquisa e Assistência de Direção: Rodrigo Emanoel Fernandes
Dramaturgia: Theatro Oblivion
Atrizes: Daniela Schmidt, Jessica Lane
Concepção e Criação de figurino: Tania Guarnieri
Produção: Theatro Oblivion
Equipamentos de Luz e Som: Reinaldo Amaro Bello
Concepção Cenográfica: Marcos Calegari
Música original: Gisely Batista
Operação de som: Gisely Batista, Rodrigo Emanoel Fernandes, Elder Algarve
Contrarregragem: Rodrigo Emanoel Fernandes, Elder Algarve
Ilustração e Comunicação Visual: Jessica Lane (Persona Comunicação)
Registro Fotográfico: Ju Paié
AGRADECIMENTOS:
Vivian Cagnoni, Ju Paié, Ludmila Castanheira, Milo Sensível, Vanessa Ferreira (sem saber) e nossas mães.
2019
"O que é um fantasma?"
(Prefácio escrito para a coletânea "Quinteto de Assombros - cinco histórias de fantasmas")
Algernon Blackwood, Amelia B. Edwards, Edgar Allan Poe, E. F. Benson & Washington Irvin
Tradução: Chico Lopes
Texto de orelha: Luiz Roberto Guedes
Prefácio: Rodrigo Emanoel Fernandes
Revisão: Marcos Vinícius Almeida
Ano: 2019 / Páginas: 108
Tradução: Chico Lopes
Texto de orelha: Luiz Roberto Guedes
Prefácio: Rodrigo Emanoel Fernandes
Revisão: Marcos Vinícius Almeida
Ano: 2019 / Páginas: 108
2018
"Concerto Para Quem Não Tem Conserto"
(Espetáculo Teatral)
Espetáculo mescla clássicos literários para retratar os conflitos humanos.
Com inspiração no movimento antropofágico de Oswald de Andrade, cuja essência é transformar outras artes em algo brasileiro, a peça traz referências de diferentes clássicos da literatura, desde A Morta, do próprio Oswald, até Fim de Jogo, Esperando Godot e Dias Felizes, de Samuel Beckett. O enredo mescla o teatro absurdo de Beckett aos elementos da literatura nacional.
Perante a morte, o maior e inevitável embate, os personagens seguem um cortejo fúnebre em direção a eles mesmos, buscando por meio de objetos as lembranças dos espaços, da rotina, uma nova ilusão de vida, ou uma ideia de amor. A alma, ou espírito da trama é a trilha sonora orquestrada pela Maestra Morte.
O tema Zona de Conflito foi escolhido como eixo condutor da criação dos espetáculos desta edição do Encontro Cena Livre. Resultado do curso Múltiplas Linguagens, o projeto tem como foco a pesquisa baseada em obras dramatúrgicas da literatura latino-americana.
Tragicomédia, Adulto, 55 min.
SESI Rio Claro
22 a 25 de novembro de 2018
Reportagem no Jornal Cidade de Rio Claro
Dramaturgia inspirada no texto “A Morta” de Oswald de Andrade e fragmentos de Samuel Beckett | Direção: Marcos Calegari | Iluminação: Reinaldo Bello | Trilha Sonora: Fábio Aguiar | Operadora de Som: Jessica Lane | Figurino: Asilo São vicente | Fotos do Cartaz: Jessica Lane | Cenografia: Marcos Calegari | Cenotécnico: Vander Sass | Elenco: Almir Ferreira, Daniela Schmidt, Elder Algarve, Lucivane Dionizio, Manoela Bedicks. Márcia Marcinha, Rafaela Santos, Rodrigo Emanoel Fernandes, Tainá Fernanda Gonçalves, Vagner Rodrigo Saraiva, Vander Sass, Vanessa Ferreira e Wendel Paes de Oliveira
Com inspiração no movimento antropofágico de Oswald de Andrade, cuja essência é transformar outras artes em algo brasileiro, a peça traz referências de diferentes clássicos da literatura, desde A Morta, do próprio Oswald, até Fim de Jogo, Esperando Godot e Dias Felizes, de Samuel Beckett. O enredo mescla o teatro absurdo de Beckett aos elementos da literatura nacional.
Perante a morte, o maior e inevitável embate, os personagens seguem um cortejo fúnebre em direção a eles mesmos, buscando por meio de objetos as lembranças dos espaços, da rotina, uma nova ilusão de vida, ou uma ideia de amor. A alma, ou espírito da trama é a trilha sonora orquestrada pela Maestra Morte.
O tema Zona de Conflito foi escolhido como eixo condutor da criação dos espetáculos desta edição do Encontro Cena Livre. Resultado do curso Múltiplas Linguagens, o projeto tem como foco a pesquisa baseada em obras dramatúrgicas da literatura latino-americana.
Tragicomédia, Adulto, 55 min.
SESI Rio Claro
22 a 25 de novembro de 2018
Reportagem no Jornal Cidade de Rio Claro
Dramaturgia inspirada no texto “A Morta” de Oswald de Andrade e fragmentos de Samuel Beckett | Direção: Marcos Calegari | Iluminação: Reinaldo Bello | Trilha Sonora: Fábio Aguiar | Operadora de Som: Jessica Lane | Figurino: Asilo São vicente | Fotos do Cartaz: Jessica Lane | Cenografia: Marcos Calegari | Cenotécnico: Vander Sass | Elenco: Almir Ferreira, Daniela Schmidt, Elder Algarve, Lucivane Dionizio, Manoela Bedicks. Márcia Marcinha, Rafaela Santos, Rodrigo Emanoel Fernandes, Tainá Fernanda Gonçalves, Vagner Rodrigo Saraiva, Vander Sass, Vanessa Ferreira e Wendel Paes de Oliveira
2017
"Transtornus"
(Curta Metragem)
Numa era vitoriana alternativa steampunk, Anne, uma jovem histérica, torna-se cobaia de um experimento radical conduzido por um ainda não renomado Sigmund Freud. Uma estranha e sinistra jornada nos labirintos da alma, entre traumas, pesadelos e fantasmas do inconsciente.
Thamiris Gomes - Anne
Rodrigo Emanoel Fernandes - Dr. Sigmund Freud
Evandro Corrêa - Dr. Josef Breuer
Direção: Lucas Martins Sirico
Roteiro: Julia Hortenci
Assistente de direção: Marina Mascarin
Continuísta e direção de produção: Julio Toledo
Direção de Fotografia: Marina Mascarin / Marco Aurélio
Câmera: Marina Mascarin / Lucas Martins Sirico / Ricardo Bortolin
Direção de arte e Cenografia: Julia Hortenci / Tainá Milan
Maquiagem: Juliana Joia / Júlia Pacheco
Direção de atores: Lucas Martins Sirico / Júlia Pacheco
Equipe de som: Renata Blas / Marco Aurelio / Edição: Marina Mascarin / Lucas Martins Sirico
Produtores: Lucas Martins Sirico / Julia Hortenci / Julia Pacheco / Gustavo Miranda / Tainá Milan
FIGURINO ANNE - Tania Guarnieri - Donna Anita AteliÊ
2016
"Phantasmagoria"
(Intervenção Cênica)Criação coletiva e performances: Daiane Baumgartner, Ju Paié, Marcos Calegari, Rodrigo Emanoel Fernandes e Tassia Guarnieri
Bonecos e Máscaras: Daiane Baumgartner
Figurino: Tania Guarnieri - Donna Anita AteliÊ
Maquiagem: Juliana Joia – Juliana Joia Make-Up
Fotografia: Bruno Hayata e Jessica Lane
Comunicação Visual: Glaucia Silva
Produção: Daiane Baumgartner
Realização: Companhia da Sombra
2015
"Memento Mori - Um Ensaio Para a Morte"
(Espetáculo Teatral)O Memento Mori é a lembrança da morte. A terrível consciência da finitude que nos define como espécie. Dos sussurros dessa voz nas trevas nasce a ficção de horror como a conhecemos: ensaios para a morte. A Companhia da Sombra vem abraçar essa iconografia do horror gótico do séc. XIX, apostando na estética do teatro de sombras como uma espécie de “lar natural” para essa antiga voz que nos sussurra dos lugares escuros. Convidamos o público para adentrar conosco esse estado de trevas, entre vultos ameaçadores, espectros sombrios, cemitérios em ruínas e casas mal assombradas, para não apenas lembrar da morte, mas dançar com ela um melancólico e macabro bailado.
Concepção: Companhia da Sombra
Direção e Pesquisa: Rodrigo Emanoel Fernandes
Dramaturgia: Bruna Villa, Daiane Baumgartner, Fabíola Gonçales e Rodrigo Emanoel Fernandes
Atrizes Manipuladoras: Bruna Villa, Daiane Baumgartner, Fabíola Gonçales e Marcos Calegari
Concepção e Criação de figurino: Companhia da Sombra
Concepção e Criação de luz: Companhia da Sombra
Cenário: Juciê Batista
Música original: Bruno Hayata
Operador de som: Rodrigo Emanoel Fernandes Ilustração e Comunicação Visual: Glaucia Silva
Produção: Andressa Francelino e Daiane Baumgartner
2015-2007
Os Apartment Festivals foram criados pelos neoistas nos anos 80 como eventos internacionais de Arte da Performance realizados nas moradias dos artistas, abrindo mão do recurso ao financiamento de órgãos oficiais. Para realizar um Festival basta um local cedido e interessados em apresentar e/ou assistir a performances. Num processo de apropriação dessa prática, desde 2007 uma série de eventos performáticos tem sido organizada por uma equipe interessada em adaptar os Festivais de Apartamento às necessidades dos realizadores de performance da contemporaneidade, ansiosos por espaços livres para apresentação de performances e intercâmbio de experiências: um misto de mostra e festa que se manifesta cada vez que surge uma casa para abrigá-la.
"Festivais de Apartamento"
(Eventos Itinerantes de Performance Art)Organizadores atuais:
Ludmila Castanheira / Rodrigo Emanoel Fernandes
Ex-organizadores:
Thaíse Nardim / José Roberto Sechi
2009
"Abrace-Me"
(Performance Art) Ação realizada no dia 25 de Novembro de 2009, em frente ao Restaurante Universitário da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP.
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1208908855191&type=1&l=95f48877a0
Assessoria e Fotos: Ludmila Castanheira
Assessoria e Fotos: Ludmila Castanheira
2008
Com a sala às escuras, três performers, Sechi, Rodrigo e Thiago, descem as escadas e passam a circular pelo ambiente, iluminando-o parcialmente com os fachos das lanternas atadas aos corpos. A certa altura a performer Ludmila é localizada entre os presentes e levada ao centro da sala, onde é despida e conduzida a uma bacia de plástico vazia. Por fim, é enrolada com pisca-piscas de Natal e assume a imagem da Vênus de Botticelli. Os três performers apagam suas lanternas e esvaziam latas de cerveja na bacia, para então curvarem-se, e beber toda a cerveja com canudos plásticos.
"Sorvênus"
(Performance Art)
Grupo AcompanhiA
José Roberto Sechi / Rodrigo Emanoel Fernandes / Ludmila Castanheira / Thiago Buoro
José Roberto Sechi / Rodrigo Emanoel Fernandes / Ludmila Castanheira / Thiago Buoro
2008
A abertura do II Festival de Apartamento ficou sob responsabilidade de seus organizadores, o Grupo Performático AcompanhiA, com a performance Formulário Contínuo, que marca a estréia da atriz Ludmila Castanheira nas fileiras do grupo, criando uma dança a partir dos sons que Rodrigo Emanoel Fernandes extrai de uma velha máquina de escrever. Simultaneamente, José Roberto Sechi acompanha os movimentos colando pequenas letras fluorescentes no corpo da dançarina. Por fim, o apagar das luzes permite a visão de um conjunto de letras dançando na escuridão e encerrando a performance
Grupo AcompanhiA:
José Roberto Sechi / Rodrigo Emanoel Fernandes / Ludmila Castanheira
"Formulário Contínuo"
(Performance Art)A abertura do II Festival de Apartamento ficou sob responsabilidade de seus organizadores, o Grupo Performático AcompanhiA, com a performance Formulário Contínuo, que marca a estréia da atriz Ludmila Castanheira nas fileiras do grupo, criando uma dança a partir dos sons que Rodrigo Emanoel Fernandes extrai de uma velha máquina de escrever. Simultaneamente, José Roberto Sechi acompanha os movimentos colando pequenas letras fluorescentes no corpo da dançarina. Por fim, o apagar das luzes permite a visão de um conjunto de letras dançando na escuridão e encerrando a performance
Grupo AcompanhiA:
José Roberto Sechi / Rodrigo Emanoel Fernandes / Ludmila Castanheira
2007
Uma semana depois da reinauguração oficial do Grupo AcompanhiA (com a performance Endopintura - dis(sec)ação) um evento maior e mais ambicioso foi realizado nas dependências da Sechiisland, na intenção de dar um passo adiante na exploração da linguagem da performance art e, ao mesmo tempo, promover uma confraternização que aproximasse amigos, artistas e interessados de modo geral. Para tanto, o grupo apropriou-se do conceito dos festivais de apartamento da tradição neoista, nos quais a dificuldade da obtenção de "espaços apropriados" para a apresentação de performances, happenings e demais atividades é sumariamente contornada com o uso das residências dos próprios "conspiradores".
"Comunhão"
(Performance Art)Uma semana depois da reinauguração oficial do Grupo AcompanhiA (com a performance Endopintura - dis(sec)ação) um evento maior e mais ambicioso foi realizado nas dependências da Sechiisland, na intenção de dar um passo adiante na exploração da linguagem da performance art e, ao mesmo tempo, promover uma confraternização que aproximasse amigos, artistas e interessados de modo geral. Para tanto, o grupo apropriou-se do conceito dos festivais de apartamento da tradição neoista, nos quais a dificuldade da obtenção de "espaços apropriados" para a apresentação de performances, happenings e demais atividades é sumariamente contornada com o uso das residências dos próprios "conspiradores".
I FESTIVAL DE APARTAMENTO “SECHIISLAND”, Performance Art, 2007.
Rodrigo Emanoel Fernandes / José Roberto Sechi
2007
Performance realizada no Centro Intercultural Napyév (academia de dança mantida por Lara Jatkoske Lazo), em Rio Claro/SP, Brasil, no dia 14/06/2007. Filmagem por Ricardo Dionísio Fernandes (Berro) e edição por João Paulo Miranda Maria.
"ENDOPINTURA: dis(sec)ação"
(Performance Art)José Roberto Sechi / Rodrigo Emanoel Fernandes
2007
Performance Art sem título realizada durante uma vernissage no Café Vilhena, Rio Claro/SP, no dia 30/08/2007.
"ENDOPINTURA "Vernissage" no Café Vilhena"
(Performance Art)Performers: José Roberto Sechi / Rodrigo Emanoel Fernandes.
Foto: Café Vilhena
2004
Assim a triste história uma última vez redita, ficaram sentados como se fossem de pedra. Pela única janela a madrugada não vertia nenhuma luz. Da rua nenhum ruído de ressurreição. A menos que, abismados em sabe-se lá que pensamentos, eles estivessem insensíveis. À luz do dia. Ao ruído de ressurreição. Que pensamentos, quem sabe. Pensamentos não, não pensamentos. Abismos de consciência. Abismados em sabe-se lá que abismos de consciência. De inconsciência. Lá onde nenhuma luz pode chegar. Nenhum ruído. Assim ficaram sentados como se fossem de pedra. A triste história uma última vez redita.
Improviso de Ohio - Montagem realizada no Espaço 2 Arte Café de Londrina-PR, em 18 de Setembro de 2004.
Texto de Samuel Beckett - Tradução de Leyla Perrone Moisés
Com Rodrigo Emanoel Fernandes e Nuno Theodoro
Sonoplastia, Iluminação e Maquilagem: Regiane Teixeira Barbosa e Francine Soares
"Improviso de Ohio"
(Espetáculo Teatral)Assim a triste história uma última vez redita, ficaram sentados como se fossem de pedra. Pela única janela a madrugada não vertia nenhuma luz. Da rua nenhum ruído de ressurreição. A menos que, abismados em sabe-se lá que pensamentos, eles estivessem insensíveis. À luz do dia. Ao ruído de ressurreição. Que pensamentos, quem sabe. Pensamentos não, não pensamentos. Abismos de consciência. Abismados em sabe-se lá que abismos de consciência. De inconsciência. Lá onde nenhuma luz pode chegar. Nenhum ruído. Assim ficaram sentados como se fossem de pedra. A triste história uma última vez redita.
Improviso de Ohio - Montagem realizada no Espaço 2 Arte Café de Londrina-PR, em 18 de Setembro de 2004.
Texto de Samuel Beckett - Tradução de Leyla Perrone Moisés
Com Rodrigo Emanoel Fernandes e Nuno Theodoro
Sonoplastia, Iluminação e Maquilagem: Regiane Teixeira Barbosa e Francine Soares
2003
O espetáculo Leitura Performática de Obras de Carlos Drummond de Andrade marcou o ápice e o fim da primeira fase do AcompanhiA e concentra, de certo modo, tudo o que o grupo tinha de melhor e pior no período. Com uma única apresentação no teatro do SESI de Rio Claro/SP, em 27/07/2003, o espetáculo não deixou nenhum registro, a não ser o cartaz (design de José Roberto Sechi), o que demonstra a ingenuidade que contrabalanceava a ousadia de idéias com inspirações tão ímpares - e por vezes antagônicas - quanto o neoísmo e a dança-teatro.
Embora o nome AcompanhiA tenha surgido pela primeira vez no cartaz desse espetáculo, a experiência de Sechi e Thiago Buoro na área de performance art (individualmente e em conjunto) já era significativa, com uma linha de trabalho já começando a se definir. Esse potencial encontrou novas possibilidades de manifestação com a série de eventos comemorativos do centenário de Drummond que o Gabinete de Leitura de Rio Claro/SP promoveu durante todo o ano de 2003. Várias ações foram planejadas e apresentadas nesses eventos, em especial O Lutador, performance art baseada no poema homônimo. Os contatos nesses eventos permitiram uma aproximação com a professora de Educação Física Sandra Bretas e o fotógrafo Ernani Alcântara, uma associação que resultou na leitura performática A Flor e a Náusea.
No calor de duas apresentações bem sucedidas idéias fluíram, incorporando outros poemas de Drummond, num movimento que sugeria a criação de um espetáculo performático. O escritor e diretor Rodrigo Emanoel Fernandes foi convidado para organizar e dirigir o recital, costurando e dando uma forma definida às diversas ações que vinham se desenvolvendo. O resultado foi um espetáculo de uma hora de duração, com elementos de performance art, teatro e poesia, adaptados para as possibilidades e limitações do palco italiano do SESI de Rio Claro. Na trilha, poesias sonoras, Walter Franco e Angelo Badalamenti.
"Leitura Performática de Obras de Carlos Drummond de Andrade"
(Espetáculo Teatral)O espetáculo Leitura Performática de Obras de Carlos Drummond de Andrade marcou o ápice e o fim da primeira fase do AcompanhiA e concentra, de certo modo, tudo o que o grupo tinha de melhor e pior no período. Com uma única apresentação no teatro do SESI de Rio Claro/SP, em 27/07/2003, o espetáculo não deixou nenhum registro, a não ser o cartaz (design de José Roberto Sechi), o que demonstra a ingenuidade que contrabalanceava a ousadia de idéias com inspirações tão ímpares - e por vezes antagônicas - quanto o neoísmo e a dança-teatro.
Embora o nome AcompanhiA tenha surgido pela primeira vez no cartaz desse espetáculo, a experiência de Sechi e Thiago Buoro na área de performance art (individualmente e em conjunto) já era significativa, com uma linha de trabalho já começando a se definir. Esse potencial encontrou novas possibilidades de manifestação com a série de eventos comemorativos do centenário de Drummond que o Gabinete de Leitura de Rio Claro/SP promoveu durante todo o ano de 2003. Várias ações foram planejadas e apresentadas nesses eventos, em especial O Lutador, performance art baseada no poema homônimo. Os contatos nesses eventos permitiram uma aproximação com a professora de Educação Física Sandra Bretas e o fotógrafo Ernani Alcântara, uma associação que resultou na leitura performática A Flor e a Náusea.
No calor de duas apresentações bem sucedidas idéias fluíram, incorporando outros poemas de Drummond, num movimento que sugeria a criação de um espetáculo performático. O escritor e diretor Rodrigo Emanoel Fernandes foi convidado para organizar e dirigir o recital, costurando e dando uma forma definida às diversas ações que vinham se desenvolvendo. O resultado foi um espetáculo de uma hora de duração, com elementos de performance art, teatro e poesia, adaptados para as possibilidades e limitações do palco italiano do SESI de Rio Claro. Na trilha, poesias sonoras, Walter Franco e Angelo Badalamenti.
2003
Performance art realizada durante as atividades do VII Encontro de Escritores de Rio Claro/SP (26/09/2003), na Floresta Estadual Navarro de Andrade. Participação de José Roberto Sechi e Thiago Buoro (pintores), Rodrigo Emanoel Fernandes e Sandra Bretas (telas). Filmagem e fotos: Ricardo Dionisio Fernandes (Berro) e Ernani Alcântara.
"ENDOPINTURA: concriação"
(Performance Art)











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